domingo, 20 de fevereiro de 2011

Casablanca

Depois de um ótimo café da manhã saímos do hotel com chuva. Não dava para acreditar. Fica tudo feio, desconfortável. Durou pouco, Alhandulillah! Abriu um lindo dia de sol, sem uma nuvem no céu.

Saímos caminhando para o Souk aqui perto do hotel e, de repente, me vi no camelódromo de Camboriú! Imitações de bolsas de marca, essas coisas. Corremos dalí e fomos de taxi para o Quartier des Habous, um mercado de arte, artesanato e antiguidades. Lindo demais! Entre duas mesquitas, de Moulay Yussuf e Moulay Hassan. Coisas lindas, tapetes berberes, coisas de prata, cerâmicas, jelabas, babuches... Andamos de portinha em portinha mas não compramos nada porque tudo vem de lugares por onde vamos passar. Casablanca parece uma porta de entrada do Marrocos, com forte comércio mas sem artesanato próprio.

O pessoal das lojas tem o mesmo pique dos indianos, começam com um preço e vão baixando. Como no Oriente inteiro, aliás. Numa loja de cerâmica ficamos amigos do dono, que já queria também nos organizar uma viagem ao deserto do Saara, com direito a camelos, tenda berbere e carro 4x4. Ele fazia qualquer negócio que precisássemos. Nos deu todas as dicas de tapetes, o que é bom, as diferenças entre qualidades... Foi tudo bastante útil e passamos horas com ele tomando chá de hortelã.

Dali fomos conhecer a grande Mesquita Hassan II. ESPETACULAR! Nunca tinha visto em revista, TV e é uma das maravilhas do Marrocos, sem dúvida. Na oração da tarde pudemos ficar na porta e fotografar por dentro. Um sol esplendoroso, criando sombras e aquelas maravilhas de detalhes sutis que só os islâmicos sabem fazer. É tudo tão delicado, minucioso e de uma beleza que te remete ao Transcendente, quer saibas ou não. Ali Deus se apresenta como homem, criador do belo, que faz lembrar do Maior. Inesquecível lugar.

Pelas 5 da tarde fomos almoçar, uma delícia de comida, para variar. Sem vinho de novo, a única pena.
Bebemos de noite no hotel, onde permitem. É o que estou fazendo agora enquanto falo com vocês...

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