Sobre Rabat, Marcos já contou. Uma capital com raros hotéis, de dia, só encontramos um, de noite, pelos letreiros mais cheios de luzes, vimos mais uns 2, isso andando por todos os lugares, e eram hotéis de quinta categoria, que dava até medo de entrar.
Acabamos bem, perto do maior momumento histórico da cidade, a Torre Hassan. Claro que gastando muito. Mas dormimos uma ótima noite.
No dia seguinte saímos para Fes. Paramos em Méknes para conhecer algumas coisas e almoçar. Pegamos um guia, que aqui são mais comuns que moscas aí, e ele nos levou pelos lugares. Se alguém não te guiar, não sabes o que fazer. São enormes labirintos, as medinas.
Comemos uma pastilla de pombo no almoço, que são divinas. Eles aprenderam muito bem com os franceses a fazer massa folheada. É um prato com massa folheada recheada com pombo ou frango, normalmente, mas também pode ser com frutos-do-mar. Todos são ótimos, não importa o restaurante. Assim como os "croissants", são perfeitos
A viagem até Méknes foi lindíssima. A terra nessa área é fértil, linda, cheia de plantações super bem cuidadas e flores de açafrão ao redor das excelentes estradas, muito bem sinalizadas.
Em alguns aspectos o Marrocos deixa o Brasil no chinelo, nesse quesito estradas, por exemplo, não há nem comparação. Todas muito bem cuidadas, a sinalizaçao é perfeita, impossível se perder. Já não se pode dizer o mesmo das medinas, que têm milhões de ruazinhas, becos sem saída, sem luz, onde se fica totalmente perdido, andando ao redor de si mesmo.
Chegamos à Fes, capital espiritual do Marrocos. Começou o rolo! Ninguém sabia onde era nosso Riad e quando o achamos eu quase caí dura. Nada a ver com o que eu tinha escolhido na internet por meses. Um moquifo, onde eu jamois dormiria, onde eu queria sair imediatamente, depois de termos caminhado com um carregador para dentro da medina por uns 10 minutos, morro acima.
Falei para o Marcos que fosse como fosse eu queria sair dalí o mais rápido possível. "Djins", só podia ser. Eu tremia por dentro, estava em pânico. O lugar era horrível, depressivo, quase sem luz. Um quarto como o de empregados no Brasil em tamanho, cheio de panos pendurados, cheios de pó, carpet imundo como dá para imaginar. Sem TV no quarto, que ficava numa sala lá embaixo, depois de 2 lances de escada, tudo com pouca luz e muito pó. Não havia mais ninguém de hóspede; éramos os únicos. Um gerente depressivo que nos disse que teríamos que pagar pela reserva 500 euros.
Começou todo um papo, onde Marcos conduz bem melhor que eu, que ameacei cancelar meu cartão, disse que fizeram propaganda enganosa etc... Marcos acabou conseguindo que anulassem a reserva sem que pagássemos nada. Saímos dalí correndo para o melhor hotel da cidade, um cinco estrelas com vista de toda a medina. Tudo resolvido mas dormimos muito mal...hoje de manhã entendendemos que têm coisas nos afetando que nem imaginávamos. Situações muito difíceis emocionalmente para nós que explodiram ontem, sem que soubessemos.
Assim estamos. Turbados e perplexos! Que diferença da viagem para a India, onde não vivemos nem por um minuto o que temos vivido aqui. É o momento histórico? É o Marrocos? Somos nós? Estou entendendo o Tahir Shah.
Louquíssimo, meus amigos!
2 comentários:
Revolution in the air, my friends. Às vezes, revolution é difícil no começo, mas depois engata a marcha. Mando a vocês minha energia amorosa. Sigam o fluxo das coisas e fiquem longe dos djins! hehe. Beijos.
Sim, e nada de matar bodes! Eu te imagino naquele quarto horroroso e com os teus pólipos em polvorosa... deus o livre! Ficamos imaginando como vocês se sentiriam com toda a coisa aqui, e também enviando uma boa onda. Acho que ajudou a encontrarem um bom hotel no meio da noite...Bjos e estamos curtindo e sofrendo cada passo junto com vocês.
Postar um comentário