quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Não dá para acreditar!

Acordamos em Taroudant e fomos passear pela cidade. Nunca vi muralhas tão grandes, quilômetros e quilômetros lindamente murados. Lugarzinho de interior, cheio de povo local mas preparados para turista trouxa. Paramos o carro perto da entrada da medina e só perguntamos para um senhor que estava alí se podia-se estacionar naquele local. Papo vai, papo vem e ele se ofereceu para nos mostrar a cidade por 5 euros. Lá fomos nós ver a casa de Ali Babá (!!!!) e já nos levou numa cooperativa feminina de produtos cosméticos. As mulheres se organizam muito bem por aqui; tem cooperativa feminina de tudo; já tivemos que comprar um hidratante.

Bien (treinando o francês que é a língua que se fala aqui), acabamos numa enorme loja de tapetes, onde fomos pressionados de tal maneira que não tivemos outro jeito senão comprar. Tentamos de tudo. Fomos saindo e, por último, resolvi cortar ao meio a conta que já havia sido bem cortada, e aí o vendedor me deu a mão fechando o negócio. Acabamos comprando por um terço do preço inicial, mas nesse astral de pressão que anda me irritando bastante.

Dalí viemos para Ouarzazate, comendo pelo caminho em lugares do povo, aquilo que todo mundo diz para não fazer de jeito nenhum. Pegam a carne com a mão, lugares imundos mas um sanduíche de carneiro delicioso, como o suco de laranja.

Estrada divina de linda, subindo sempre o Atlas, asfalto, bem sinalizada mas perigosa porque é estreita. Lindas montanhas, cores espetaculares, ovelhas, cabras, azeitonas, açafrão, amendoeiras em flor, vilazinhas perdidas no nada e nós comendo morangos pelo caminho, já que é época deles agora.

Demos uma carona para um berber, Hamid, muçulmano que veio conversando o tempo todo e nos dando dicas do Marrocos. Boas. Qual não foi nossa surpresa quando chegou no seu lugar e nos convidou para um chá. Normal. Hospitalidade marroquina. Alí realizei mais um dos meus sonhos marroquinos, um Tuareg, azul, olhos negros, vestido de índigo que era... vendedor numa enorme e maravilhosa loja de tapetes, prata, bolsas berberes... tudo que eu amo e me tenta.

Não parecia loja porque eles só vendem para os comerciantes, são atacadistas. Não tinha placa de loja, nada, uma casa comum. Milhões de coisas para comprar. Shaitan está me tentando de todos os lados!

Nos convidaram para tomarmos café da manhã lá às 9h. Isso depois que eu disse ao Marcos que queria mesmo era tomar um café berber e não internacional como sempre estamos tomando. Vamos ver no que vai dar...

Viemos para um hotel kitch, totalmente Las Vegas, já que aqui fazem cinema. É uma cidade que tem 3 estúdios de Hollywood. Fizeram aqui Laurence da Arábia, Babel, Cleópatra e mais um montão. Pois este hotel 5 estrelas tem vários destes cenários. Chiquérrimo e cafona, sacam...



Jantamos um cuscuz de carneiro delicioso e nos demos conta agora de que tudo o que fotografamos durante o dia com a Nikon estava sem o memory card. É para pirar, mas fazer o que. Ainda bem que fotografei também com a Sony pequena e a verdade é a única realidade. 

2 comentários:

Unknown disse...

Olha, a verdade realmente é a única realidade, mas a tansisse imperaaaa!!! kkkk

Unknown disse...

Me sinto embriagada ao acompanhar esta maravilhosa viagem dos amigos. Grande beijo em seus corações. Quéro mais....Ieda