quarta-feira, 2 de março de 2011

Em Rabat


Este título é para ser dúbio mesmo. Logo verás porque.


Hoje deixamos Marrakech com uma mescla de sentimentos. Por um lado, apesar de tanto interesse que ela nos despertou, achamos que já era hora mesmo de partir. Acho até que, numa próxima vez, eu ficaria quatro dias, e não cinco, como ficamos. É suficiente. Por outro lado, tanto interna quanto externamente, vivemos coisas tão intensas que nos sentimos muito gratos e conectados a esse lugar em que a confusão e o requinte convivem tão de perto.


Saímos por uma autopista extremamente boa, com um largo canteiro central coalhado de flores silvestres pequeninas amarelas clarinhas e laranjas fortes, em direção a Casablanca e Rabat. Felizmente não é necessário entrar em Casa (como eles chamam intimamente aqui) para vir a Rabat. A primeira é a capital financeira do reinado, a segunda, a político-administrativa.


Nós havíamos comprado um livro sobre o Marrocos que falava coisas muito boas a respeito de Rabat. Talvez por isso, e também por termos um dia livre antes de chegarmos à nossa reserva em Fes, eu finquei na cabeça que seria legal conhecer. Só se for para poupar os amigos dessa fria! Posso dizer que me sinto emrabat (se é que tu entendes o que quero dizer). Para começar, toda aquela boa impressão sobre a limpeza e a organização (que, aliás, comentávamos enquanto vínhamos pela excelente estrada) foi por terra. A cidade é suja, feia, mal sinalizada e - pasmem - rodamos aqui por mais de duas horas (e a cidade não é tão grande assim), sem encontrar outro hotel que não fosse o primeiro que vimos, logo na chegada, um Golden Tulip que não ficamos muito afim, por ser demasiado 'international style'. Resultado: depois dessas mais de duas horas em que já havia anoitecido e nos vimos obrigados a parar em um lugar qualquer, para comer alguma coisa (tipo merda) e pedir informação, acabamos em um hotel que não queríamos. A essa altura já o estou achando o máximo! Para verem o que a necessidade faz com nosso critério...


Planos para amanhã: um 'continental breakfast' e fugir daqui o mais rápido possível para Meknes e Fes! Portanto, com esta foto de hoje, ainda saúdo a Marrakesh, com seus cheiros e sons, seus becos e sua cor inconfundível.

Um comentário:

Unknown disse...

Não se metam mais em rabatzadas! hahaha. Faz parte!