,Desde que saímos de Marrakech só nos ferramos. Rabat, como todos já sabem. Fes, nem falar. Só posso entender como "djins". A cidade é um caos, dependíamos de todo mundo para sair, mesmo estando de carro. Não sabíamos como chegar à medina sem ajuda de guias, que nos comandavam todo o tempo. Eram eles que mandavam na gente, e não faziam o que queríamos. No começo, eram uns anjinhos, depois ficavam irritados e sempre tudo acabava mal. Nas lojas onde comprávamos, a mesma coisa. A gente levava o que eles queriam, e não o que nós desejávamos.
Claro que levamos um tempo para perceber isso. Não é uma coisa só de Fes, é do país inteiro.
A energia ficou bem pesada em Fes, logo o lugar que eu estava louca para conhecer. Achava que seria tudo muito "espiritual". Foi o que menos rolou alí. Só confusão, irritação, desencontro.
A cidade de longe é bonita, de perto se vê que está caindo aos pedaços, pelo menos na parte antiga. A nova é como qualquer outra, sem graça nenhuma.
O arrego para nós foi o hotel, que tinha a vista mais linda de tudo, inclusive de umas ruínas, a maior beleza da região, da janela do nosso quarto. Era lindo, comida ótima, arejado e com bom serviço.
Íamos ficar 5 dias lá. Não aguentamos mais de 3, e viemos hoje para Tanger, passando antes por Volubilis, umas ruínas romanas, onde Agha andou com o pessoal do grupo, na primeira caravana ao Marrocos.
Lá tem onda... lindo, energia deliciosa. Mudamos totalmente de astral. Já estávamos até pensando em sacrificar uma ovelha para nos livrarmos da mala onda... rsrsrs.
Não foi necessário, Volubilis limpou tudo e ficamos leves e soltos de novo.
Agora estamos em Tanger, num hotel de frente para o mar, Marcos curtindo um whisky despudoradamente e eu um chá de menta porque até meu intestino foi afetado por Fes. Nem vimos nada direito aqui, chegamos de noite. Mas está tudo bem!
Sirdar e Matisse na cabeça!
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